sexta-feira, 10 de julho de 2009

Almoço Italiano - Comunidade Bethânia


Boa tarde galera!

Um grande amigo meu, me pediu para divulgar esse evento. Será um almoço para ajudar na construção da nova casa da Comunidade Bethânia, para abrigar mais 40 filhos. Peço a ajuda de todas na divulgação em seus grupos de relacionamentos.

Comunidade Vale de Saron

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dei Verbum e Formação do Antigo Testamento


Para tornar nosso blog mais dinâmico e interessante, vou postar toda semana um tema de formação, na verdade o que vou fazer é facilicar a pesquisa, buscando assuntos interessantes, sem ferir nenhum direito autoral e postá-los aqui. Vamos começar com a Palavra de Deus, a bíblia. Deixe seu comentário, divulgue o blog e vamos estudar um pouco mais.
1. DEI VERBUM
INTRODUÇÃO:
Nosso estudo tem como base um documento do Magistério Eclesiástico que se chama Constituição Dogmática Dei Verbum. Este documento foi elaborado em 1965 no último Concílio Ecumênico da Igreja Católica, ou seja, no Concílio Vaticano II. Fala sobre a Revelação Divina e Sua Transmissão.
O que é a Revelação Divina?
É Deus comunicando e manifestando gradualmente a sua própria vida divina na história dos homens, por etapas, e que vai culminar na pessoa de Jesus. Deus quis Se revelar ao homem para que este O conhecesse e assim pudesse livremente amá-Lo e escolhê-Lo como Bem Supremo de sua vida.
Etapas da Revelação Divina:
- Deus manifestou-se desde o princípio, aos nossos primeiros pais através das coisas criadas.
- Convidou-os a uma comunhão íntima consigo mesmo revestindo-os de uma Graça e justiça resplandecentes.
- Depois da queda do homem, Deus prometeu-lhes a salvação.
- Concluiu com Noé uma aliança entre Si e todos os seres vivos.
- Escolheu Abraão e concluiu uma aliança com Ele e seus descendentes. Fez deles o Seu povo.
- Revelou a este povo a Sua lei por meio de Moisés.
- Preparou a este povo através dos profetas a acolher a salvação destinada a toda humanidade.
- Revelou-Se plenamente, enviando o Seu Filho, no qual estabeleceu a Sua aliança para sempre.
- O Filho é a palavra definitiva do Pai. Depois Dele não haverá outra Revelação.
Transmissão da Revelação Divina:
A transmissão da Revelação Divina aconteceu ao longo dos tempos, de duas maneiras: primeiro, oralmente e depois, por escrito. Hoje o que Deus revelou encontra-se por escrito na Sagrada Tradição e na Sagrada Escritura, os quais constituem um só sagrado depósito da Palavra de Deus confiado à Igreja.
1. TRADIÇÃO:
É oriunda dos Apóstolos e progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo . Jesus ordenou aos Apóstolos que o Evangelho fosse pregado por eles a todos. E os Apóstolos pregaram de forma oral e depois (Sob a inspiração do Espírito Santo) de forma escrita. A pregação apostólica foi conservada por escrito na Sagrada Tradição. Também fazem parte da Tradição, os escritos dos padres apostólicos (Santos Padres), bispos que conviveram com os 12 Apóstolos).
2. SAGRADA ESCRITURA (A Bíblia - Palavra de Deus)
É a Palavra de Deus, redigida pelo hagiógrafo (autor sagrado) sob a inspiração do Espírito Santo.
- A Palavra de Deus (Bíblia) - por meio do homem(autor sagrado) torna-se língua humana
- O Verbo de Deus (Jesus) - por meio de Maria(encarnação) torna-se homem.
Por isso a Igreja venera a Sagrada Escritura (A Bíblia) = Corpo de Cristo (Pão da vida)
3. MAGISTÉRIO DA IGREJA:
Só o magistério da Igreja pode interpretar e transmitir a Revelação Divina, cuja autoridade é exercida aos bispos em comunhão com o Papa.
O Magistério está a serviço das Palavra de Deus.
Ensina aos homens o que foi transmitido por Deus.
2. FORMAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO
Foi no seio do povo hebreu que nasceu a Bíblia (A.T.) Os textos bíblicos do Antigo Testamento começaram a ser escritos a partir do século IX a. C. No decorrer dos séculos foi-se formando a biblioteca sagrada de Israel, sem que os judeus se preocupassem com a catalogação das mesmas. E o último livro a ser escrito foi Sabedoria (50 aC). Os autores sagrados (os hagiógrafos) viveram em lugares e ambientes muito diversos: cada um imprime na sua obra traços característicos de sua personalidade. Mas como eles escreveram sob a inspiração do Espírito Santo, é Deus o Autor principal de toda a Bíblia.
Só depois do Exílio (538 aC) é que se escreveu definitivamente o Antigo Testamento. Nessa época é que o Antigo Testamento adquiriu toda a sua autoridade. Ele se tornou o eixo de um sistema social e religioso - o judaísmo. O Antigo Testamento era como a carteira de identidade do povo de Israel.
Os judeus foram ajuntando no decorrer de sua história e coleção dos livros do Antigo Testamento e dividiram-na em 3 partes:
  1. A Lei Torá - contendo os 5 livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Formam o núcleo fundamental da Bíblia.
  2. Os Profetas - os judeus compreendiam por esse título os livros que hoje são denominados proféticos e históricos.
  3. Os Escritos - os judeus designavam por este nome os livros: Salmos, Provérbios, Jó, Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras e Neemias, Crônicas.
No segundo século antes da nossa era, esta coleção já estava terminada (séc. II aC).
Nessa época (entre 250 e 100aC), os judeus estavam, em parte, dispersos pelo mundo afora (diáspora - emigração e dispersão dos judeus para outros países). Quando os judeus começaram a emigrar para outros países, levaram consigo a Bíblia. Se fixou, um grupo de judeus, em Alexandria (Egito), onde se falava grego e lá constituíram uma colônia. Adotaram a língua grega e tiveram a necessidade de traduzir a Bíblia do hebraico para o grego. Conta a Tradição que o rei Ptolomeu II (Alexandria) querendo possuir na sua biblioteca um exemplar grego dos livros sagrados dos judeus, pediu ao sumo sacerdote Eleázaro de Jerusalém os tradutores. Eleázaro enviou seis sábios de cada uma das doze tribos de Israel (72 sábios) para Alexandria. Estes ficaram em 72 cubículos individuais e no final os 72 textos gregos do Antigo Testamento estavam idênticos. Consideraram um milagre! Ficou sendo conhecida como a TRADUÇÃO DOS SETENTA ou tradução Alexandrina.
Alguns escritos recentes lhe foram acrescentados sem que os judeus de Jerusalém os reconhecessem como inspirados: Tobias e Judite, Daniel e Ester (parte), Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, Jeremias. A Igreja Cristã admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros. Desse modo a Bíblia grega (tradução dos setenta hebraico-grego) tem 7 livros a mais do que a Bíblia hebraica (original).
Os judeus de Jerusalém não reconheceram os 7 livros como verdadeiros porque eles afirmam que:
- Só podem ser escritos dentro de Israel
- Só podem ser escritos em hebraico
- Só podem ser escritos antes de Esdras
Obs: No ano 100 dC os rabinos se reuniram no sínodo de Jâmnia para estipular esses critérios.
Foi a tradução apostólica que levou a Igreja a decidir quais os escritos que deviam ser contados na lista dos livros sagrados. Esta lista é chamada de: Cânon das Escrituras.
Cânon - Karon (grego) = Catálogo
Canônico - Livro catalogado
- Os livros escritos dentro do seio da comunidade dos judeus, são chamados: PROTOCANÔNICOS (Catalogados em primeiro lugar)
- Os sete livros acrescentados em grego são chamados: DEUTOROCANÔNICOS (Catalogados em segundo lugar).
O Cânon Católico compreende 46 livros do Antigo Testamento.
Divisão da Bíblia:
1. Pentateuco (a Lei) - Gen, Ex, Lev, Num, Deut.
2. Livros Históricos - Jos, Jz, Rt, Sam, Reis, Crôn, Esd, Nee, Tob, Jud, Est, Macabeus.
3. Livros Sapienciais - Jó, Sl, Prov, Ecle, Cânt, Sab, Eclo.
4. Livros Proféticos - Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias
O Cânon Católico - Adota a Bíblia hebraica juntamente com os sete livros acrescentado na tradução grega. Os protocanônicos e deuterocanônicos.
Os judeus - adotam só a Bíblia hebraica (Protocanônicos). não aceitam os livros deuterocanônicos.
Como o israelita escrevia a Bíblia:
Dentre todos os antigos povos do Oriente, somente o povo de Israel se distingue por ter cultivado a história. No meio de uma cultura politeísta de Israel de desdobra sob a influência de uma crença monoteísta. Os Israelitas sabiam, por revelação divina, que Deus fala e age pelos acontecimentos.
“Deus querendo e preparando a salvação do homem, elegeu para si um povo ao qual confiaria as promessas” (Rom 15, 4)
Línguas Bíblicas: Os idiomas que Deus quis se servir para falar aos homens foram: o hebraico (para praticamente o AT inteiro), o aramaico (alguns dos livros) e o grego (Para o AT escrito pelos setenta, e para quase todo o NT).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

24 NA PRESENÇA DO SENHOR

Queridos irmãos, a Paz do Senhor Jesus.

Gostaria de partilhar com vocês a alegria de estar em uma missão especial para nossa comunidade, no dia 28/06/2009. Participamos do evento da paróquia Nossa Senhora de Guadalupe em Curitiba, em um evento chamado 24 horas na presença do Senhor.
Ficamos incumbidos do horário da 01:00 às 03:00h da manhã, logo após a segunda missa celebrada pelo padre Reginaldo Manzotti, nosso tema foi "Cura e Libertação dos Vícios" e realmente o Senhor agiu com poder nesta noite, fria do lado de fora, mas aquecida pelo fogo do Espírito Santo lá dentro.
Sinceramente é maravilhoso, ver uma igreja lotada, às três horas da manhã, com pessoas que estavam lá buscando alcançar uma graça, que buscavam a presença de Jesus, cujos corações como o de São Pedro professam sem cessar - "A quem iremos nós Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna".
Espero que possamos participar de mais eventos assim, para nosso ministério, para a nossa fé, para o nosso crescimento. Vi no site inúmeros testemunhos de graças alcançadas, eu também alcancei uma graça, ver que Deus continua a fazer novas toda as coisas, e quis Ele na sua onipotência usar de nossa humanidade limitada, como seu instrumento.

Seguem as fotos, não estão boas pois tirei do Celular, mas foram tiradas quando chegamos e quando saímos... Muita gente, graças a Deus.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

1º Luau Cristão

Estas são algumas fotos do 1º Luau Cristão da Comunidade Vale de Saron, realizado no sábado dia 06/06/2009 na Paróquia Santa Luzia e São Nicolau.















ÍCONE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

A TRINDADE SANTA

No último domingo celebramos a Santíssima Trindade, o padre Adenildo, da paróquia Santa Luzia em Curitiba utilizou na homilia o ícone ao lado para nos deixar um pouco mais claro o mistério de um Deus que é um e ao mesmo tempo três.

Sabemos, e o padre também comentou isso, que somente na eternidade entenderemos plenamente este mistério. Fiquei encantado com o ícone, assim como me encanta um Deus que tem três faces distintas, com funções distintas, todas interagindo com o homem, como criador, redentor e santificador.

Gosto da riqueza dos ícones, onde nada é ao acaso. As cores, os símbolos, cada detalhe nos remete ao todo. Podemos refletir e ver, através dos olhos do artista que pintou o ícone informações que às vezes nos passariam despercebidas, ou não ficariam tão marcados em nossa memória se fossem escritos.

As informações abaixo eu tirei do site A Milícia da Imaculada (www.miliciadaimaculada.org.br) espero que gostem e divulguem...

Contemplando a Trindade e vencendo a odiosa discórdia do mundo.
O Ícone é uma janela aberta para o absoluto. Exige uma longa contemplação para compreender sua profundidade espiritual e teológica. Tudo nele tem um sentido próprio, nada é inútil ou adorno artístico.
O Ícone da Trindade que mais perfeição apresenta na leitura do texto bíblico de Gn 18, 1-14 é do monge e iconógrafo russo Andrej Rublëv. Sua obra é considerada o modelo da iconografia trinitária.
Os três anjos da representação de Rublëv possuem a mesma dimensão, estão sentados em postura de repouso, em torno de uma pequena mesa, um altar, sobre ele o cálice contendo o Cordeiro do Sacrifício.
O anjo da esquerda é associado a uma casa, o do meio a uma árvore, o da direita a uma rocha. A sua pintura evoca uma unidade inefável e uma harmonia profunda.
Muitos estudiosos identificaram os três anjos com as Pessoas da Trindade. O anjo do centro é o Filho, como nos mais antigos ícones da Trindade. O anjo da esquerda é o Pai e o da direita é o Espírito Santo.
O anjo do centro e o da direita se voltam para o da esquerda, o da esquerda se volta para o da direita, num movimento circular perfeito, numa representação de um só Deus em três pessoas, que se completa num relacionamento de comunhão de amor.

O ANJO DA ESQUERDA: A FONTE DO AMOR.
O anjo da esquerda se distingue dos outros dois pelos seus gestos, pelas suas vestes e as suas cores. É o único que tem as costas cobertas com o manto. Não se inclina rumo aos outros dois.
Sua majestade não é nem distante nem severa, seus movimentos manifestam docilidade. Ele simboliza o Pai, do qual o Filho e o Espírito procedem e a quem conduzem toda a criação.
O ANJO DE CENTRO: O AMADO.
No centro está o Filho, que se inclina e volta o olhar rumo ao Pai. A proximidade dos dois é tal que suas asas se sobrepõem.
O seu braço direito é grande e potente. É o braço criador do Pai. A sua mão expressa dois movimentos; com o dedo médio aponta o cálice sobre a mesa e com o indicador aponta o Espírito.
As cores da suas vestes são mais vivas, por isto atrai o olhar. Tudo indica plenitude de luz. Atrás dele está a árvore, símbolo da vida e da cruz
O ANJO DA DIREITA: O AMOR.
O terceiro anjo, tem o corpo alongado, como uma grande chama de fogo. A sua postura é mais aérea, como um sopro de vento. Os seus braços caem ao longo do corpo indicam a receptividade. O seu corpo amplamente curvado se inclina ao Pai e ao Filho. O seu braço esquerdo livre do manto, se completa com o braço direito do Filho que também está livre, simbolizando, como dizia Irineu, que o Filho e o Espírito são de certo modo, as duas mãos do Pai.Atrás dele está a montanha, símbolo da divindade.
O ícone da Trindade de Andrej Rublëv não mostra apenas a diversidade de cada Pessoa, mas exprime o segredo da unidade, da plena comunhão que se realiza no amor. Tudo na obra parece movimento, ao mesmo tempo que é tranqüilo, pacífico, imóvel, evolvido num enorme silêncio. As figuras não tem nome próprio, indicam unidade, sem mediação de palavras, é Deus único.
Quando contemplamos o ícone nos tornamos Sara e Abraão. Somos levados para dentro da cena; os três peregrinos se tornam hóspedes na nossa tenda.
O ícone da Santíssima Trindade nos eleva ao maior mistério da nossa fé. Ele nos convida a uma experiência de amizade profunda, de comunhão, de unidade e de distinção.
É o caminho para a vencer a odiosa discórdia do mundo.