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quarta-feira, 28 de março de 2012

Fazendo da vida uma eterna Quaresma

Olá Amigos e Visitantes!!
Hoje quero partilhar com vocês um texto da Cintia - Conselheira da Formação em nossa Comunidade - sobre a Quaresma. O texto é curtinho e com certeza vai te ajudar a "caminhar" melhor pela sua vida.
"A quaresma é um tempo litúrgico estabelecido pela igreja propício à conversão, ou seja, tempo de reflexão, arrependimento e mudança de vida. Neste período damos ênfase maior aos sacrifícios, bem como a prática de jejum e abstinência.
Nestes 40 dias somos convidados à voltarmos a nós mesmos e refletir sobre nosso relacionamento com Deus, conosco mesmos e com nossos irmãos, focando nas mudanças e melhorias necessárias em cada um destes.

Todo este momento vivid
o, é uma preparação para a grande festa da Páscoa – a Ressurreição do Senhor, sendo este um dos principais tempos litúrgicos de nossa Igreja.
O que não podemos esquecer é de viver todo este período de forma intensa, além da quaresma, que nos leva à reflexão e arrependimento, devemos viver a Ressurreição do Senhor, junto a nossa nova vida. Nossas reflexões e sacrifícios devem ser sinceros à Deus tendo como objetivo nos levar a uma real conversão. Vivamos a quaresma de maneira completa, não só pensando a respeito de nossas vidas, mas sim tendo uma atitude de ressurreição ao fim desta jornada, a fim de fazer valer a pena todo o caminho do calvário.
Penso ainda que 40 dias é pouco tempo para este nosso longo caminho rumo a sermos pessoas melhores. A quaresma é um tempo especifico estipulado em nosso calendário católico, mas em nossa vida cristã devemos buscar diariamente a reflexão junto à Deus, o arrependimento e especialmente, não nos esqueçamos, da mudança de vida! Bom caminhar a todos! "
Texto de Cintia Becker

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

LEVAR A CONVERSÃO A SÉRIO - CATEQUESE DO PAPA

Intervenção na audiência geral de hoje



CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.



* * *

Queridos irmãos e irmãs:

Iniciamos hoje, Quarta-Feira de Cinzas, o caminho quaresmal: um caminho que se estende durante quarenta dias e que nos leva à alegria da Páscoa do Senhor. Neste itinerário espiritual, não estamos sozinhos, porque a Igreja nos acompanha e nos sustenta desde o começo com a Palavra de Deus – que engloba um programa de vida espiritual e de compromisso penitencial – e com a graça dos sacramentos.

São as palavras do apóstolo Paulo que nos oferecem uma indicação precisa: “Nós vos exortamos a que não recebais em vão a sua graça. Porque Ele diz: ‘No tempo favorável, eu te ouvi; no dia da salvação, vim em teu auxílio’. Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação” (2 Cor 6,1-2). Na verdade, na visão cristã da vida, cada momento é favorável e cada dia deve ser chamado de dia de salvação, mas a liturgia da Igreja refere estas palavras de modo muito particular ao tempo da Quaresma. E que os quarenta dias de preparação da Páscoa sejam um tempo favorável e de graça podemos entender precisamente no convite que o austero rito da imposição das cinzas nos dirige e que se expressa, na liturgia, com duas fórmulas: “Convertei-vos e crede no Evangelho” e “Lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar”.

O primeiro convite é à conversão, palavra que é preciso considerar em sua extraordinária seriedade, descobrindo a surpreendente novidade que engloba. O convite à conversão, de fato, revela e denuncia a fácil superficialidade que caracteriza frequentemente nossa maneira de viver. Converter-se significa mudar de direção no caminho da vida: mas não para um pequeno ajuste, e sim como uma verdadeira e total inversão de rumo. Conversão é ir contra a corrente, onde a “corrente” é o estilo de vida superficial, incoerente e ilusório, que frequentemente nos arrasta, nos domina e nos torna escravos do mal ou pelo menos prisioneiros da mediocridade moral. Com a conversão, no entanto, indica-se a medida alta da vida cristã e nos é confiado o Evangelho vivo e pessoal, que é Cristo Jesus. Sua pessoa é a meta final e o sentido profundo da conversão; Ele é o caminho que estamos chamados a percorrer na vida, deixando-nos iluminar pela sua luz e sustentar pela sua força, que move nossos passos. Dessa forma, a conversão manifesta seu rosto mais esplêndido e fascinante: não é uma simples decisão moral, que retifica nossa conduta de vida, mas uma decisão de fé, que nos envolve inteiramente na comunhão íntima com a pessoa viva e concreta de Jesus.

Converter-se e crer no Evangelho não são duas coisas diferentes ou, de alguma forma, somente próximas entre si: elas expressam a mesma realidade. A conversão é o “sim” total de quem entrega sua própria existência ao Evangelho, respondendo livremente a Cristo, quem primeiramente se ofereceu ao homem como caminho, verdade e vida, como Aquele que o liberta e o salva. Precisamente este é o sentido das primeiras palavras com que, segundo o evangelista Marcos, Jesus abre a pregação do “Evangelho de Deus”: “Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).

O “convertei-vos e crede no Evangelho” não está somente no início da vida cristã, mas acompanha todos os seus passos, permanece renovando-se e se difunde ramificando-se em todas as suas expressões. Cada dia é momento favorável de graça, porque cada dia nos convida a nos entregarmos a Jesus, a ter confiança n’Ele, a permanecer n’Ele, a compartilhar seu estilo de vida, a aprender d’Ele o amor verdadeiro, a segui-lo no cumprimento cotidiano da vontade do Pai, a única grande lei de vida. Cada dia, ainda quando há muitas dificuldades e fadigas, cansaços e quedas, ainda quando estamos tentados a abandonar o caminho de seguimento de Cristo e de fechar-nos em nós mesmos, em nosso egoísmo, sem percebermos a necessidade que temos de abrir-nos ao amor de Deus em Cristo, para viver a mesma lógica de justiça e de amor. Na recente Mensagem para a Quaresma, eu quis recordar que “é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do ‘meu’, para me dar gratuitamente o ‘seu’. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Graças à ação de Cristo, nós podemos entrar na justiça ‘maior’, que é aquela do amor (cf. Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar”.

O momento favorável e de graça da Quaresma nos mostra o próprio significado espiritual também através da antiga fórmula: “Lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar”, que o sacerdote pronuncia quando impõe sobre a nossa cabeça um pouco de cinzas. Somos assim remetidos aos inícios da história humana, quando o Senhor disse a Adão após a culpa das origens: “Com o suor de teu rosto comerás teu pão até que retornes ao solo, pois dele foste tirado. Pois tu és pó e ao pó hás de voltar” (Gn 3, 19). Aqui, a palavra de Deus nos recorda nossa fragilidade, inclusive nossa morte, que é sua forma extrema, frente ao inato medo do fim; ainda mais no contexto de uma cultura que de tantas formas tende a censurar a realidade e a experiência humana do morrer, a liturgia quaresmal, por um lado, recorda-nos sempre a morte, convidando-nos ao realismo e à sabedoria; mas, por outro lado, ela nos conduz sobretudo a acolher e viver a novidade inesperada de que a fé cristã liberta da realidade da própria morte.

O homem é pó e ao pó voltará, mas é pó precioso aos olhos de Deus, porque Deus criou o homem destinando-o à imortalidade. Assim, a fórmula litúrgica “Lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar” encontra a plenitude do seu significado em referência ao novo Adão, Cristo. Também o Senhor Jesus quis livremente compartilhar com cada homem o destino da fragilidade, em particular através da sua morte na cruz; mas precisamente esta morte, repleta do seu amor pelo Pai e pela humanidade, foi o caminho para a ressurreição gloriosa, através da qual Cristo se converteu em fonte de uma graça dada àqueles que creem n’Ele e se tornam partícipes da mesma vida divina. Esta vida que não terá fim já está presente na fase terrena da nossa existência, mas será levada a cumprimento após a “ressurreição da carne”. O pequeno gesto da imposição das cinzas nos revela a singular riqueza do seu significado: é um convite a percorrer o tempo da Quaresma como um mergulho mais consciente e mais intenso no mistério pascal de Cristo, em sua morte e sua ressurreição, mediante a participação na Eucaristia e na vida de caridade, que nasce da Eucaristia e nela encontra seu cumprimento. Com a imposição das cinzas, renovamos nosso compromisso de seguir Jesus, de deixar-nos transformar pelo seu mistério pascal, para vencer o mal e fazer o bem, para fazer morrer nosso “homem velho”, ligado ao pecado, e fazer nascer o “homem novo”, transformado pela graça de Deus.

Queridos amigos: enquanto nos apressamos para empreender o austero caminho quaresmal, queremos invocar com particular confiança a proteção de Nossa Senhora. Que Ela, a primeira que acreditou em Cristo, seja quem nos acompanhe nestes quarenta dias de intensa oração e de sincera penitência, para chegar a celebrar, purificados e completamente renovados na mente e no espírito, o grande mistério da Páscoa do seu Filho.

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje tem início o caminho da quaresma que nos conduzirá à alegria da Páscoa do Senhor. Recebendo as cinzas sobre a cabeça, renovamos o nosso compromisso de seguir Jesus, de nos deixarmos transformar pelo seu mistério pascal para vencer o mal e fazer o bem, para morrer para o nosso “homem velho” ligado ao pecado e fazer nascer o “homem novo” transformado pela graça de Deus.


Saúdo com particular afeto o grupo de fiéis do Patriarcado de Lisboa, peregrinos com o seu bem-amado Pastor, Cardeal Dom José Policarpo, em romaria de fé e gratidão pelas sendas do Venerável Servo de Deus Papa João Paulo II, que vos conquistou para Cristo, no Parque Eduardo VII da vossa cidade, há 28 anos. Ver-vos hoje aqui traz à mente aquele seu último pensamento para os jovens: “Andei à vossa procura. Agora viestes ter comigo. Eu vos agradeço”. Queria-vos a todos com Cristo. Que este nosso encontro suscite em vós e em todos peregrinos presentes de língua portuguesa, com suas famílias e comunidades cristãs, uma renovada vitalidade espiritual na fiel e generosa adesão a Cristo e à Igreja. Olhai o futuro com esperança e não vos canseis de trabalhar na vinha do Senhor. Uma santa Quaresma para todos!

[Tradução: Aline Banchieri

©Libreria Editrice Vaticana]

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Digo SIM à Vida


Por sugestão dos amigos Denise e Luiz Antonio começei a ler o testemunho da Dra Glória Polo, colômbiana de Bogotá, dentista, hoje viúva, que no dia 08 de maio de 1995 foi literalmente carbonizada por um raio, juntamente com um sobrinho na Universidade Nacional e Bogotá. No testemunho ela conta da sua experiência enquanto esteve em coma profundo e da sua recuperação e cura milagrosas.

Como bom devorador de livros li 65 páginas em duas horas, até agora só parei para dormir e para trabalhar, o testemunho dela pode ser lido em portuguès no livro (O Livro da Vida - Da Ilusão à Verdade - distribuido pela Aliança Missionária Eucarística Mariana aqui no Brasil. Mas também pode ser lido em portuguès ou ouvido em espanhol no site (http://portuguese.gloriapolo.net).

Existe uma máxima que diz que "a pregação convence, o testemunho arrasta!", e sem sombra de dúvidas o testemunho dela irá arrastar muitos... arrastar muitos católicos dietéticos como ela mesmo se intitulava antes da sua experiência, a uma verdadeira conversão. As pessoas tem uma noção errada de que conversão é apenas um momento na vida, sem se dar conta que conversão é a própria vida, viemos a este mundo para nos convertermos e nos convencermos do Amor profundo que Deus tem por nós e convencidos deste Amor, retornarmos à Ele por nossas próprias forças. Foi esta a chance que Deus deu à Dra Glória Polo, a chance de converter-se e caminhar novamente para ele.

No testemunho ela conta como o Senhor mostrou-lhe o quanto ela se afastou do caminho de "volta pra casa". Lendo o testemunho e agora escrevendo, vi que minha vida pode ser como a história de João e Maria, que em busca de uma casa feita de doces saíram pelo caminho e para poder retornar marcaram o caminho com farelo de pão, que as aves por sua vez comeram e assim os dois não puderam voltar. O papel do demônio é justamente no convencer a procurar uma casa de doces, a desperdiçar o nosso pão para marcar o caminho e depois ele mesmo devora esse nosso pão para que não consigamos voltar para casa. Astuto não, como os pequenos vamos atrás da fartura e nos tornamos o alimento da "bruxa".

Mas o que o título do post tem a ver com o testemunho da Glória Polo e com a história de João e Maria, até parece sopa de letrinhas não é verdade. Pois bem, ocorre que a melhor parte (na minha opinião) do testemunho dela é quando ela fala sobre o aborto, sobre como o aborto abomina o coração de Deus, sobre o grito dos inocentes que ela ouviu para cada aborto praticado na terra. E quantos não são? E mais ainda, que nossa participação não se restringe às mulheres que procuram uma clínica para retirar uma criança, mas também a todos que de alguma forma colaboram com essa industria da morte, lendo o testemunho nos damos conta que as clínicas de aborto são os chaveiros do inferno.

Toda vez que eu não defendo a vida, toda vez que concordamos em nos calar em nome do direito do outro e deixamos que um inocente, sem chance nenhuma de defesa morra participamos de alguma forma disso. Quando vemos as "católicas pelo direito de decidir" afrontando a luta que a verdadeira Igreja Católica tem feito a favor da vida. Todas as vezes que concordamos com os métodos abortivos de contracepção, todas as vezes que acreditamos que a pesquisa com células tronco embrionárias trarão um bem para a humanidade, mas a que preço afinal? Acreditar nisso é dizer que "os fins justificam os meios", isso se chama pecado. Salvação é crer que "os meios santificam os fins".

Hoje fica mais claro o que Deus disse a seu povo no livro do Deuteronômio 30, 19 - tema da campanha da Fraternidade de 2008. "Eis que coloco vida e morte a tua frente, escolhe pois a vida.", e você? Qual a sua escolha? não apenas hoje, mas por todos os dias da tua vida.

Deus abençoe!